domingo, 5 de setembro de 2010

bobo, feio e chato.

eu já possuía um método pra testar pessoas, que é brigar com elas (mas tem que ser uma vez só porque não tenho um pingo de paciência pra relacionamentos do tipo amo-odeio-amo-odeio-amo-odeio. acho desgastantes e instáveis, exatamente o contrário do tipo de relacionamento que eu gosto. relacionamento aqui engloba tudo, de casos a coisa com gente da família). aí eu já descubro o quanto de auto-estima e segurança a pessoa tem (coisas das mais importantes, pra mim, principalmente eu affairs e coisas do tipo porque eu sou A miss independência e não posso ter alguém inseguro), se a pessoa guarda rancor e o quanto, o que ela vem escondendo e engolindo (nada como uma boa discussão pra botar os bichos pra fora), se ela joga sujo, o grau de imaturidade, de raiva, manipulação e outros sentimentozinhos baixos e abomináveis do tipo, enfim, descubro várias coisas que eu considero importantes na hora de deixar a pessoa pular ou não meu murozinho. é depois de um desentendimento que minhas amizades realmente passam a existir ou então, o que poderia ser uma, vira só uma coexistência superficial.

(tem o detalhe de que existem umas poucas pessoas com as quais eu não consigo brigar de jeito nenhum, tipo a carol e o wilson. mas paciência, tem sido um bom método nuns noventa por cento dos casos)

nas últimas semanas descobri um segundo método: rejeição e contrariedade. começou como uma mistura de afirmação de auto-suficiência, aí caiu um pouco de anti-sexismo na mistura e acabou que é uma outra excelente maneira de se conhecer, principalmente, os homens. eu não gosto que segurem a porta pra eu passar, a não ser que 1. eu esteja com as duas mãos extremamente ocupadas e precise abrir uma maçaneta ou 2. seja um cara conhecido (não sei ainda porquê eles têm esse bonus comigo, haha, mas têm). aí podem acontecer três coisas: a pessoa se faz de sonsa, quando está bem óbvio que eu não vou passar enquanto ela estiver segurando a porta; ela simplesmente dá de ombros, encara como uma maluquice qualquer e vai cuidar da própria vida ou ainda, tem uma atitude COMPLETAMENTE desequilibrada do tipo bater a porta com tudo ou então passar cinco minutos gritando (detalhe que eu fico supercalma durante o processo porque, é, eu vou fazer o quê? é hábito e não posso esperar que compreendam de cara que eu não vou fazer. mas também não vou fazer porque esperam que eu faça).

as pessoas do tipo um, embora não sejam belicosas, são as que irão me cansar profundamente me obrigando a dizer o óbvio em todo tipo de situação. as do tipo dois são o meu preferido e, infelizmente, o mais raro. eu nem peço que me compreenda, só que me aceite como eu sou (ai que kurt cobain!) e quem faz isso ganha um milhão de pontos comigo e eu até sou capaz de beijar na boca. o terceiro grupo é, ao contrário do que eles adoram pregar, qualquer coisa menos educado; o último interesse deles nessa vida é o seu bem-estar mas sim, OBRIGAR que a pessoa (nesse caso bem específico, mulher) faça o que eles querem que faça. e ai de quem desobedecer.

(claro que quando eu estiver testando alguém vou ter que usar outros tipos de situação, acho até óbvio, mas é sempre bom deixar claro, aqui)

(e não, não quer dizer que eu vá passar a vida te analisando se eu já não o fiz uma vez, é cansativo e doentio e analisar gente não é minha idéia de amizade/amor, erm. e muito menos vou ficar contrariando a outra pessoa em qualquer oportunidade que surgir porque, bem, que tipo de criatura faria uma coisa dessas? acho que ficou claro que é só pra sacar a pessoa e pronto)

tem gente que só fica amigo de quem gosta delas, de quem puxa seu saco, por carência, imagino. outras pessoas preferem se aproximar de quem tenha certas características e eu totalmente me enquadro nesse segundo tipo.